. insanidade: passe adiante!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


não disse mais nada. ando mesmo de poucas palavras. pra não falar besteiras? pra não ofender alguém? o que andei pensando? preocupado com a imagem? amanhã é outro dia. de sol. de trânsito novo. de gente que não sabe dirigir. não dirijo, mas atravesso a rua. quase sempre na faixa. quando tem. quem sabe, agora fale alguma coisa. útil? necessário? indispensável? alguém vai ver? e se alguém roubar? hoje em dia, não se pode ter tanta certeza. nunca tive. penso rápido demais, não dá tempo de escrever. mas às vezes faz falta. ok. eu disse que faltava alguma coisa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"E o salário ó!"


Opa, divulgando links interessantes. Faz pouco tempo atrás me falaram que o Chico Anísio andava triste com a Globo e que havia escrito em seu blog algo sobre essa insatisfação. Segue o link. Adoro quando globais (no caso, global no sentido amplo, não televisivo) falam mal da Globo. Clique aí pra ler. "E o salário, ó!"

http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&id=156&postId=18285&permalink=true

sábado, 6 de junho de 2009

velha de guerra


hoje acordei às sete, tinha que fazer um exame de sangue, coisa de rotina. do quarto pro banheiro e brisa gelada de manhã de inverno com neblina e tudo. tomar banho nesse tempo, às sete da matina ou antes é brabo. Isso me fez lembrar da velhice, se é ruim agora, imagine como deve ser horrível tomar banho às sete ou antes (quando exames de sangue tornam-se mais rotineiros ainda), em pleno inverno com neblina e tudo? muitas outras coisas devem ser péssimas quando a velhice chega. e ela vem, cedo ou tarde. ou você morre antes, mas aí perde a graça. andei pensando em previdência privada, já que sou autônoma, e desde que li aquele livro cubano em que tinha uma velha que recebia dois (ou dez) dólares por mês como aposentadoria e só, morava na cobertura de um prédio de oito andares sem elevador, sem poder (querer) descer. não sei se em cuba é muito, mas pra mim dez dólares por mês é pouco. mas ainda não agi, sentar no banco e perguntar como fazer pra ganhar dois mil (reais) por mês aos sessenta ou antes. prefiro antes. deve ser caro. não gosto de trabalhar, sempre penso que poderia estar fazendo outra coisa. ler, eu leio no trabalho. sempre tem duas horas de nada a fazer. mas poderia estar dando uma volta, se o dia estivesse nublado. sempre fujo do sol com as manchas que dá nas mãos dos velhos, mas ele sempre me pega desprevenida em algum momento, aí um dia a mancha vem. cedo ou tarde. prefiro tarde, acordada até agora. mas os velhos dormem cedo. os que eu conheço. o jô dorme tarde, mas não o conheço pessoalmente. minha vó dorme às oito, mais ou menos, ela eu conheço desde que eu era criança e ela já velha. difícil imaginar minha avó, uma avó, não-velha. só por foto, mas na época não tinha câmera, não lá na zona rural em que ela morava. aí fiquei pensando, subir ladeira, pegar ônibus, tomar banho no frio, descer escada, atravessar rua, pegar a sacola do mercado, varrer o quintal. tem velho(a) ativo eu sei, está certo, dança de salão e tudo o mais. mas não sou ativa nem agora. não desse jeito. ando porque é o meio mais rápido de locomoção por aqui, tem muito carro pra pouca rua hoje em dia e das cinco em diante é terrível dirigir. não dirijo, fico no carona "i like the seat in the backseat...", mas faz tempo que não venho por aqui. sessenta anos ou mais. prefiro menos.